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CINCO CARROS FRACASSADOS QUE O BRASILEIRO JÁ ESQUECEU QUE EXISTIRAM

 


Vender um carro no Brasil é uma grande aposta. Alguns carros internacionalmente reconhecidos podem chegar aqui e ser um grande fracasso. Quer seja pelo gosto diferente do público local, má fama do modelo nos primeiros meses ou puro preconceito.
Prova disso é que esses cinco carros vendidos no Brasil foram fracassos em vendas e pouca gente se lembra que um dia eles de fato existiram por aqui. Muitos podem até considerar Chevrolet Agile, Fiat Marea e Toyota Etios como pertencentes à essa lista.
Porém, apesar de terem sido criticados, os três venderam bem para suas respectivas épocas – menos, é claro, nos últimos meses de vida. Há de notar ainda o caso do Etios e Agile que permitiram às suas marcas financiar o desenvolvimento de modelos mais importantes.

FIAT LINEA
Lançado em setembro de 2008, o Fiat Linea tinha a missão de substituir o Fiat Marea. Seu antecessor era um sedã médio com porte avantajado para a categoria e acabamento esmerado. Mas foi vítima de uma má fama causada por cuidados aquém dos necessários de seus donos.
O Linea chegou aquém das expectativas: era um sedã compacto esticado derivado do Punto. Era o suficiente para brigar com um equivalente ao VW Virtus. Mas não o necessário contra Chevrolet Vectra, Toyota Corolla e Honda Civic, como ele se propunha.

Sem transmissão automática de verdade, o fracasso do Linea já era esperado. A Fiat até tentou tapar o buraco com o terrível câmbio automatizado Dualogic, mas isso deixou o modelo como coadjuvante da categoria. Justamente algo que carros como Tempra e Marea nunca foram.

RENAULT SYMBOL
Quando a Renault rebaixou o Clio a carro de entrada por causa do Sandero, além de tornar o Logan o sedã principal, o Clio Sedan ficou perdido no portfólio. A solução foi mudar o visual, nome e deixar o acabamento mais sofisticado. Assim em 2009 nascia o Renault Symbol.
A receita parecia promissora, mas o fracasso foi tão grande que pouquíssima gente lembra que ele existiu. Apesar de mais sofisticado que o Logan em acabamento e dirigibilidade, ele não superava o irmão mais novo em alguns quesitos.

O Symbol era bastante apertado por dentro e tinha visual polêmico, especialmente por conta dos faróis gigantescos. Morreu substituído por novas versões do Logan. Ironicamente o nome Symbol é usado pelo Logan em alguns mercados.

PEUGEOT HOGGAR
Além de Ford, Fiat, Volkswagen e Chevrolet, nunca outra fabricante se arriscou no segmento de picapes compactos. Até que a Peugeot resolveu fazer isso em 2009, mas não deu certo. A marca merece pontos pela ousadia por quebrar esse paradigma, mas uma pena que a tentativa fracassou.
Tomando como base o icônico 206, já reestilizado e rebatizado como 207, a Hoggar surgiu em 2010 e durou até 2014, mas sempre vendeu mal. Ela era bem resolvida visualmente, tinha bom acabamento e caçamba enorme – sendo, na época, a maior da categoria.

Mas desagradava pelo interior extremamente apertado – pecado compartilhado com o Peugeot 206. Além disso, a marca francesa passava por um momento conturbado no Brasil. A marca tinha má fama no pós-venda, algo importante para o segmento comercial e que já está resolvido nos dias de hoje.

MERCEDES-BENZ CLASSE A
O brasileiro sempre comprou carro por metro quadrado e esse foi o pecado da primeira geração do Mercedes-Benz Classe A. O corpinho de minivan combinado ao tamanho de hatch compacto eram atrapalhados pelo preço de sedã médio.
Nem mesmo a estrela de três pontas na grade frontal foi capaz de fazer as pessoas trocarem um Chevrolet Vectra pelo Mercedes popular. Mesmo que ele oferecer até mais tecnologia e equipamentos que carros maiores da época.

Para agravar a situação, o Classe A teve de enfrentar má fama nos primeiros anos por conta do teste do alce desastroso na Europa. Ainda que o problema tenha sido corrigido com novos aparatos eletrônicos antes de chegar ao Brasil, o estrago já havia sido feito.

FORD FOCUS FASTBACK
O caso do Ford Focus Fastback é bastante peculiar porque nem nome que a Ford deu a ele funcionou. Em 2015, quando a terceira geração do Focus foi reestilizada, ele trocou o sobrenome Sedan para Fastback, Era uma tentativa de evocar o lado mais esportivo do modelo e tentar um espaço no reinado do Toyota Corolla.
Não funcionou. A traseira continuou como a de um sedã tradicional, não sendo modificada para um Fastback de fato. Além disso, a Ford investiu pouco em propagandas para o carro e ele ficava até escondido nas revendas da marca.

Resultado? Todos ainda preferiam o Corolla. Seu maior problema estava no interior apertado, que é uma coincidência entre alguns carros dessa lista. Além disso, o problemático câmbio PowerShift também, não ajudou em nada na vida do Focus Fastback. Uma pena, pois era um carro ótimo para dirigir.

(Fonte: automaistv.com.br)

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