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MAIS DE 800 CAMINHÕES DE GRÃOS SEGUEM PARADOS NA FRONTEIRA COM A VENEZUELA


Com fronteira fechada, caminhoneiros chegam ao 3º dia sem comida e banheiro  - Capital - Campo Grande News

Enquanto segue o impasse entre a elite do funcionalismo federal e o governo de Jair Bolsonaro, mais de 800 caminhões ainda estão parados na fronteira do Brasil com a Venezuela esperando a liberação pela Receita Federal. Nesta quinta-feira, 6, foram liberadas 72 carretas com alimentos perecíveis, mas 300 caminhões esperam no asfalto e outros 500 em deslocamento, segundo o inspetor adjunto da Receita em Pacaraima (RR), Aderaldo Eugênio da Silva. “A operação padrão continua, pois o governo federal infelizmente não reconheceu nosso trabalho”, afrimou.

O diretor do Departamento de Comércio Exterior da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento de Roraima, Eduardo Oestreicher, disse ter a expectativa de que pelo menos 85 carretas sejam liberadas por dia ao longo desta semana. “Esse é um número expressivo até para um dia de fluxo normal. Mas deve levar um tempo até que o volume represado seja liberado”, disse.

A maior parte da frota leva alimentos exportados pelos produtores roraimenses ao país vizinho, que enfrenta há anos restrições de produção. Pela manhã, o governo de Roraima estimou que a carga parada na fronteira somava R$ 150 milhões. A maior parte é de gêneros não perecíveis em curto prazo, como grãos, mas havia também mantimentos que preocupam, como carnes.

Caminhoneiros não podem cruzar a fronteira. Fila é de 800 caminhões –  SETCESP

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), se reuniu na quarta com os sindicatos de transportadores da região e com representantes o Sindifisco no Estado. O impasse, porém, está nas mãos do governo federal. Por isso, a assessoria do governador informou que ele deve tentar retomar as conversas com o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira. Na quarta, a equipe de Guedes negou que ele tenha dado alguma sinalização para o governador sobre a abertura de negociação com os auditores fiscais.

Procurado hoje, o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), relatou que não houve nenhum avanço nas negociações com o governo sobre o bônus de eficiência. A categoria segue em “operação tartaruga” e mais de 1.200 auditores já haviam entregado os cargos de chefia e coordenação no começo dessa semana, em um total de 7.500. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) também aguarda uma resposta do ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni. Até o momento 160 auditores do Trabalho também deixaram suas posições de comando, de um total de 298.

Senadores temem conflitos após fechamento da fronteira da Venezuela com  Brasil — Senado Notícias

O movimento começou após o presidente Bolsonaro anunciar em dezembro que faria uma reestruturação das carreiras policiais ligadas ao Ministério da Justiça, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. O governo chegou a reservar R$ 1,7 bilhão no Orçamento de 2022 para atender apenas as categorias de segurança que são base de apoio do seu governo.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) aprovou no fim de dezembro um calendário de mobilização de servidores públicos por reajuste salarial, incluindo paralisações em janeiro – a primeira no dia 18 -, e assembleias em fevereiro para deliberar sobre uma greve geral. O presidente do Fonacate, Rudinei Marques, confirmou hoje que não houve até o momento qualquer sinalização do governo no sentido de abrir uma negociação.

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