O POLÍTICO – Filho do imigrante italiano e agricultor Antonio Lomanto, mais conhecido como Tote Lomanto, e de Dona Almerinda Miranda Brito, Lomanto, formou-se em Odontologia em 1946, retornando em seguida para Jequié, onde iniciou sua vida púbica como vereador. Posteriormente, elegeu-se prefeito de Jequié, para um primeiro mandato de 1951 a 1955. Foi eleito deputado estadual (1955-1959) e retornou ao cargo de prefeito de Jequié para o segundo mandato de 1959 a 1963, tendo presidido a Associação Brasileira dos Municípios. Empunhando a bandeira municipalista, com 39 anos de idade elegeu-se governador da Bahia, tomando posse em 7 de abril de 1963, permanecendo no cargo até 1967. Foi eleito para dois mandatos consecutivos de deputado federal 1971 a 1975 e 1975 a 1979, elegendo o seu filho Leur Lomanto para a Câmara Federal, enquanto chegava ao Senado para exercer o mandato de 1979 a 1987. Após ter decidido encerrar sua trajetória na vida pública atendeu ao chamamento de segmentos políticos de Jequié e retornou às eleições municipais sendo eleito prefeito pela terceira vez, para o mandato de 1993 a 1996, sendo este, o último cargo público eletivo que exerceu.
Nos idos de 1962, aos doze anos, gravamos em nossa memória até hoje, a música de campanha para governador de Lomanto Júnior. Naquela época não existia a profusão de carros de som como hoje. Mas salvo engano a letra era essa:
Lomanto esperança do povo,
É gente nova, é sangue novo,
Lomanto é renovação,
Veio do alto sertão,
Municipalista, filho de agricultor,
É amigo do pobre,
Irmão do trabalhador…
É gente nova, é sangue novo,
Lomanto é renovação,
Veio do alto sertão,
Municipalista, filho de agricultor,
É amigo do pobre,
Irmão do trabalhador…
Assim como a letra e música que gravamos na nossa cabeça, tem uma história contada à época. Ele tomou posse no dia 07 de abril de 1963. Em 1964, com a Revolução de Março de 1964, quem mandava era o Exército, que já havia tirado do poder Miguel Arraes de Pernambuco, Seixas Dórea de Sergipe, recebeu a visita de um General no Palácio de Ondina. Trêmulo, pensando no que poderia acontecer com ele, o General lhe dirige uma pergunta: “Governador, o senhor fuma…?” E Lomanto de pronto respondeu: “Não, mas se o senhor quiser, a partir de hoje eu passo a fumar…” (Zebrão)