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PRENÚNCIOS DE UMA CAMPANHA AGRESSIVA EM SALVADOR,POR RAUL MONTEIRO


RUI COSTA E ALICE PORTUGAL
Se alguém ainda imaginava que o governador Rui Costa (PT) largaria a candidata do PCdoB à Prefeitura, Alice Portugal, à própria sorte, como muitos especularam desde o lançamento de seu nome, se enganou. A convenção que homologou o nome de Alice em meio a uma coligação que incluem também o PSD, o PTN e o PSB, ontem pela manhã, no antigo Colégio Maristas, no Canela, mostrou não só que a deputada federal conseguiu colocar Rui no centro da campanha como mobilizar todos os partidos aliados em torno da defesa do seu nome e do enfrentamento ao prefeito ACM Neto (DEM).
Aliás, não se sabe se por fervor oposicionista ou falta de uma melhor estratégia ou mesmo pelos dois, o prefeito, embora todo mundo saiba ser o inimigo comum, acabou transformando-se no centro das atenções do evento, ao receber toda a sorte de adjetivos dos adversários ali reunidos. De “Mauricinho”, a “Grampinho” e “Riquinho”, passando por “Menino Brilhantina” a “Menino Perfumaria” e “Golpista”, não teve quem não tentasse tirar uma lasquinha do democrata, aproveitando-se da oportunidade e da cobertura que o palanque exclusivo de aliados oferecia a quem se dispusesse a bater nele. Não demorou para que os aliados de Neto reagissem às provocações. O líder das oposições ao governo Rui Costa (PT) na Assembleia, o deputado estadual Sandro Régis, disse que o clima de agressão ao prefeito na convenção decorria do nervosismo das oposições ao gestor, notadamente do PT e do PCdoB, com as revelações da Operação da Lava Jato e a impossibilidade de esquemas como o “petrolão” garantirem a eleição de seus representantes. Paulo Azi, dos deputados federais do DEM mais ligados ao prefeito, também não deixou barato os ataques contra o aliado.
O parlamentar resolveu mirar no ex-ministro Jaques Wagner, que resolveu estampar uma camisa vermelha e marchar para o evento anunciando que a partir daquela data estaria imerso na campanha para eleger Alice Portugal prefeita de Salvador, apesar da dedicação à luta nacional contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Para Azi, o equilíbrio de Wagner foi alterado com as investigações coordenadas pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, e este teria sido o motivo para o ex-ministro ter defendido, fugindo ao seu perfil, que a militância baixasse o cacete no prefeito. No final das contas, a presença no evento de Wagner e de Rui, com seus respectivos discursos duros contra o prefeito, demonstraram que as oposições a ACM Neto estão mais articuladas do que as primeiras negociações entre seus líderes indicavam e que não estará enganado quem estiver prevendo uma das campanhas mais agressivas da sucessão em Salvador nos últimos anos. O prefeito já deve estar acostumado. Em 2012, ano em que elegeu-se contra o petista Nelson Pelegrino, Dilma Rousseff veio a Salvador dizer que Neto, que é baixinho, não tinha tamanho para governar a cidade. Deu no que deu. (Fonte: Política Livre) 

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