NÃO SE ‘SABOTE’
Outro erro comum – e que, portanto, deve ser evitado – é o que a coaching Marina Aquino chama de autossabotagem. Ou seja: o estudante deve tentar seguir o seu planejamento. “Tem gente que diz que vai estudar quatro horas num dia, mas acaba estudando duas, ou nem estudando. Diz que vai assistir mais um filme no Netflix e quando vai ver, nem começou a estudar. A primeira forma de evitar isso é saber o motivo de você estar fazendo aquilo”.Segundo Marina, que faz acompanhamento individual de estudantes com dez sessões semanais, quando eles já sabem o que querem, acabam sendo mais disciplinados. Assim, a dica para quem ainda não se decidiu é, além de manter o ritmo de estudos, pesquisar mais sobre as carreiras com as quais se identifica. Além do acompanhamento individual, Marina trabalha com workshops. No próximo dia 30, promoverá um no Centro Empresarial Iguatemi.
ADAPTAÇÃO
Para conseguir se adaptar a essa rotina corrida de estudos, a estudante Giulia Souza, 16 anos, que cursa o 3º ano no Colégio Sartre COC, recorreu às sessões de coaching em março. “Sempre fui muito desorganizada com horários. Me perdia muito na rotina, mas vi que meu irmão fez acompanhamento e isso ajudou muito ele. Procurei Marina e ela foi me direcionando. Hoje, eu tenho um papel na parede com horário para estudar, para sair…”, conta a estudante. Agora, Giulia, que quer fazer faculdade de Direito, estuda de duas a três horas por dia. Ela garante que consegue cumprir, na maioria das vezes a rotina estabelecida. Mas, quando não acontece, também tenta não se preocupar muito. “Aprendi que, às vezes, a gente acaba saindo da rotina. Acontece.”, reconhece. E ela não está errada. Especialistas orientam que o tempo de relaxar também é importante em meio à atribulada agenda de estudos.
REVISÃO
Quem tem experiência de estudo com o conteúdo que é cobrado no Enem e em vestibulares garante que o tempo que resta dá para estudar os assuntos principais – esses indicados pelos professores. Mas, como destaca o professor Victor Benevides, que ensina Química na Fundação Baiana de Engenharia, no colégio e no curso Galileu e no Universitário, as provas do Enem (especialmente a de Química) têm se tornado mais difíceis a cada ano. “As questões são similares às questões mais difíceis do Brasil inteiro. Por isso, não adianta só o aluno saber o conteúdo. Ele tem que saber e entender quais são as competências relativas à interpretação de gráficos, além do conteúdo de Química normal. Tem que saber associar, porque a transdisciplinaridade está em foco”, alerta Benevides. Já o professor de Biologia Diógenes Santos Pires, dos cursos Análise, Pré-Villas, Gregor Mendel de Feira de Santana, e dos colégios Helyos, Salesiano e Perfil, aponta que, na verdade, esse tipo de estudo vai servir para quem não deixou de estudar esses assuntos há muito tempo e está com o conteúdo ainda fresco na memória. “Se é alguém que está muito desatualizado, talvez não sirva muito. Mas se é uma pessoa que não tem muito tempo que saiu do terceiro ano ou que só não passou no último vestibular, vai ser uma grande revisão para ela. Na verdade, essa pessoa vai rever tópicos que ela já sabe”, comenta o professor.
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