
Enquanto a obra não termina, o único modo de atravessar o Rio Corrente é através da ponte de madeira, que, segundo os condutores e moradores da região, pode cair a qualquer momento. Pela ponte improvisada passam carros pequenos e até caminhões pesados. "A gente acostumou, mas corremos risco, não é", disse um motorista de caminhão. Dona Eunice Santos, que tem um mercadinho bem perto da ponte, conta que já viu um carro cair no rio ao tentar atravessar o local. "Ela [a ponte] já caiu não foi uma vez, não. Ela já caiu umas duas vezes com carro", disse. O trabalhador rural Delcino Teixeira usa a ponte para levar o gado que tem de uma fazenda para a outra. Apesar de perigoso, ele insiste em passar pela ponte com os animais. "Nós passamos aqui porque não tem outro jeito. Se não passar aqui, tem que passar em outro lugar bem mais longe do que aqui", destaca.
De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Denit), a construção da ponte é responsabilidade do governo federal. O órgão disse que um novo projeto de pavimentação da BR-135 está sendo elaborado desde janeiro desse ano e que, nesse projeto, está prevista a conclusão da ponte de concreto. O órgão, no entanto, não deu nenhuma previsão para a conclusão das obras. O Ibama, por sua vez, destacou que pediu ao Denit modificações no projeto para poder emitir o licenciamento ambiental que está pendente e que o Denit já apresentou um novo estudo. Segundo o Ibama, o estudo está sendo analisado. A definição do órgão em relação à liberação deve sair no segundo semestre desse ano.
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