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BRASIL CORRE O RISCO DE FICAR SEM ÓLEO DIESEL NO TERCEIRO TRIMESTRE, ÁS VÉSPERAS DA ELEIÇÃO


Foto de Óleo Pingando De Uma Bomba De Gasolina e mais fotos de stock de  Gasolina - iStock

Depois de se desgastar com os repetidos aumentos dos combustíveis, o governo Bolsonaro pode enfrentar uma crise ainda maior no setor, e bem no meio da campanha eleitoral: o País pode sofrer desabastecimento de diesel, vital para a cadeia produtiva e o transporte urbano.

O alerta veio do atual presidente (demissionário) e de conselheiros da Petrobras, que afirmam que ANP e o Ministério de Minas e Energia (MME), ignoraram alertas sobre o problema. Também denunciam descaso e falta de planejamento do governo. As informações mostram que o risco maior é no terceiro trimestre, quando haverá um aumento de consumo tanto no Brasil quanto nos EUA, responsável por quase dois terços do óleo importado. Desde o início do ano, os EUA já enviaram US$ 3,7 bilhões (ou R$ 17,5 bilhões) em combustíveis para cá, um aumento de 83,7% em relação ao ano anterior.

De acordo com o Ministério das Minas e Energia (MME), os estoques de diesel nacional e importado são suficientes somente para mais 38 dias. Em resposta ao documento, emitido pelo presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, que foi demitido por Bolsonaro em 23 de maio, mas ainda exerce a função, o MME argumentou que está atento ao abastecimento desde o início da guerra entre Ucrânia e Rússia. “O Ministério segue atento aos movimentos do mercado doméstico e internacional, mantendo o monitoramento de forma intensa e constante”, diz em nota.

A defasagem de preços em relação ao mercado internacional é uma das causas do problema, já que comprar o óleo do exterior pode se tornar desvantajosa para os importadores. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), se a estatal quiser alinhar seus preços terá que aumentar a gasolina em R$ 0,56 e o diesel em R$ 0,33. Para Paulo Lustosa, presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas (FENATAC), o momento é preocupante.

“Imaginamos que é possível amenizar esses impactos no Brasil em duas formas: ou cria-se um fundo de compensação de valores para que a gente tenha previsibilidade ou o governo abre a mão de partes de seus dividendos na companhia”, propõe.

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