LIXAO DE LIVRAMENTO E AGRAVA DANOS AO AMBIENTE
Lixão de Livramento cresce
e agrava danos ao ambiente
O problema do destino do lixo coletado na cidade
de Livramento de Nossa Senhora, Bahia, agravou-se. Nos últimos anos, a
quantidade de resíduos multiplicou e continua sendo lançada, a céu
aberto, às margens da rodovia que liga o município a Paramirim. Não há
processo de coleta seletiva e no local há vestígios claros de lixo
hospitalar, como seringas, bolsas de soro e outros instrumentos.
Em 2007, a Promotoria de Justiça moveu uma ação
civil pública contra as autoridades municipais, após fazer perícia no
local, quando foi comprovado que os resíduos, como ainda hoje, eram
jogados direto no solo, sem separação ou tratamento, a céu aberto, de
forma aleatória, em uma área de livre acesso a pessoas e animais.
Foi recomendado isolamento do local, arborização
em volta, redução da área, recobrimento dos resíduos, separação do lixo
hospitalar e regulamentação da atividade de catadores. Na ação, o
promotor disse que “estamos (...) diante de uma agressão bestial
contra o meio ambiente natural deste município, totalmente
desconfortável para a saúde pública e para a integridade natural do
ecossistema”.
Em palestra na Conferência das Cidades,
realizada na Câmara Municipal, em julho de 2007, o prefeito Carlos
Batista, que é médico, declarou-se preocupado com o destino do lixo
produzido na cidade. Chegou a dizer que coleta e destinação são hoje
problemas graves, nos aglomerados urbanos, da metrópole às pequenas
cidades. Nada fez, porém, a não ser alertar para a necessidade urgente
de se conscientizar a população para produzir menos lixo.
Foi uma palestra técnica e politicamente
correta, mas somente para “inglês ver”. Na ocasião, Carlos Batista disse
que estava prestes a firmar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta),
na ação civil pública movida pelo Ministério Público, comprometendo-se a
efetivar as providências requeridas pelo promotor de justiça. Porém, o
então promotor deixou a comarca e o TAC foi esquecido.
Badameiros, incluindo adolescentes, atuam no
local sem qualquer proteção sanitária. O assunto exige intervenção, não
só do Ministério Público, mas também do Conselho Tutelar e Vigilância
Sanitária. É preciso verificar o cumprimento das providências contidas
no TAC que teria sido assinado pelas autoridades municipais.










































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