VEJA FOTOS E RELATOS DE SOBREVIVENTES:SANTA MARIA

SANTA MARIA: 'O cenário era infernal: copos quebrando, gente caindo'; leia relatos de sobreviventes


Passadas algumas horas da maior tragédia do Rio Grande do Sul, sobreviventes começam a se manifestar. Confira alguns relatos de quem estava na Boate Kiss, em Santa Maria, onde pelo menos 233 pessoas morreram na madrugada deste domingo.

Kellen Rebello da Silva, 21 anos:

"Vimos ainda a fumaça branca na casa, mas em pouquíssimo tempo começou o pior. Logo, via os corpos no chão, mas acreditava que aquelas pessoas ainda poderiam estar vivas, e não mortas"

Lucas Cauduro Peranzoni, 31 anos, DJ que trabalhava na boate:

"Todo mundo estava se empurrando. Respirei aquela fumaça e fiquei tonto. Caí na porta e os seguranças me puxaram para fora. Não houve trancamento da porta. Eles não enxergam a pista, foi uma contenção de cinco segundos, e quando gritaram que era fogo eles abriram"

Luciene Louzeiro, 32 anos:

"O cenário era infernal: copos quebrando, gente caindo, empurra-empurra. Para as mulheres, era ainda mais difícil disputar a saída da casa pelo corredor estreito que conduz até a saída, onde há poucas e pequenas portas que finalmente conduzem à rua."

Estudante de Medicina que ajudou a socorrer vítimas:

"O hospital universitário fica distante do Centro. A maioria das vítimas foi encaminhada para hospitais que ficam mais próximos da boate. Socorremos cerca de 30 pessoas e a maioria chegou consciente. Eles não estavam muito queimados, mas foram internados porque inalaram muita fumaça"

Murilo Lima, sobrevivente:

"Alguns seguranças pediam a comanda para pagar (...) A correria foi grande só depois que o fogo aumentou bastante"

A tragédia

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelcimento, mais de 200 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

 A tragédia, que teve repercussão internacional, é considera a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos útimos 50 anos no Brasil.












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