“Um dos carros atingidos foi da minha cliente, um Cross Fox. Após o acidente, os responsáveis pelo caminhão disponibilizaram a seguradora, Royal & SunAlliance Seguros, para reparar o capô, para-lama dianteiro esquerdo, porta dianteira esquerda, porta traseira esquerda, lateral traseira esquerda, tampa traseira, lateral traseira direita, porta traseira direita, vidros laterais e traseiros, faróis e lanternas, além dos para-choques”, detalha.
Ela ainda relata que o veículo deu entrada na oficina no dia 13 de fevereiro deste ano, entretanto somente no dia 18 de abril a seguradora autorizou a realização dos reparos. “Depois disso, a fabricante do veículo alegou não ter disponibilidade da peça, especificamente a chaparia. Realizado contato com a seguradora para esclarecimentos, esta informou que autorizou a aquisição da peça pela oficina, já esta alegou que somente pode adquirir peças dentro do próprio Estado. A minha cliente começou a buscar informações para aquisição da peça, e encontrou no Amazonas, no entanto as empresas se recusam a comprar a peça, sempre com desculpas esfarrapadas”.
Diante desse impasse, a Justiça foi acionada. “Na primeira audiência, no dia 22 de julho, a Volkswagen ofereceu proposta de R$ 5 mil para reparar os danos morais, mas não ofereceu a peça que está indisponível, sendo este o objeto principal. Em uma nova audiência no dia 10 de agosto, a montadora manteve a oferta dos R$ 5 mil e sugeriu que a autora adquirisse a peça em Manaus com esse valor apenas”, conta. Procurado pela reportagem, um representante legal da montadora respondeu que não é interesse da montadora atrasar entrega de peças. “Não é comum, mas aconteceu. Para compensar os transtornos, a Volkswagen ofereceu sozinha no processo esse valor. Uma compensação muito maior do que é dado para o caso dela. Com esse valor ela poderia ter adquirido a peça e ainda sobrava. A advogada dela cometeu um erro. A peça está sendo providenciada”, informou. (Fonte: Bocão)