FLAMENGO APONTA FALTA DE POLICIAMENTO NO MARACANÃ, MAS GEPE DIZ QUE EVITOU INVASÃO EM MASSA
Foto: Rafael Oliveira / Extra
Entrada dos torcedores do Flamengo, mais uma vez, foi tumultuada
As cenas de selvageria do lado de fora e dentro do Maracanã e as invasões protagonizadas por torcedores do Flamengo, na final contra o Cruzeiro, na noite de quinta-feira, foram potencializadas, segundo informações obtidas pelo clube, pela falta de policiamento nos arredores do estádio.
O efetivo do batalhão de apoio estaria reduzido em até 200 homens (Segundo o Gepe, foram cerca de 350 homens trabalhando no jogo).
Segundo o comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios, Major Silvio Luiz, o número de agentes foi o esperado e houve reforço de cavalaria, Choque e do próprio Gepe.
- As invasões não foram tantas. Alarmante foi o número de pessoas sem ingresso circulando e querendo invadir.
O Choque teve que atuar várias vezes. Dispersaram vários grupos sem ingresso. E dentro estavam invadindo outro setor.
A segurança privada tentou conter sem sucesso. Foi acionado o Gepe.
Em uma das entradas do estádio em um momento houve aglomeração grande e foi necessário abrir os portões para reestabelecer a revista - explicou o comandante.
Segundo o major, o saldo da operação foi positivo. O controle nos acessos foi feito, apesar de muito torcedor sem ingresso insistir em chegar ás bilheterias.
- Esse controle foi feito. Circulavam mas não chegavam até as roletas. O setor C teve tumulto porque era muita gente mesmo.
Os bloqueios foram feitos em frente ás entradas. Tanto que rodavam o tempo todo tentando invadir. O efetivo do Gepe foi todo composto.
Estava o regimento, batalhão de Choque, e o sexto batalhão - explicou Silvio Luiz, desconhecendo o menor efetivo.
Para o comandante do Gepe não adianta pensar em mais policiamento.
- A gente tem que tentar conter. Mas o que tem que mudar é o comportamento do torcedor. Colocamos o Choque, dispersamos baderneiros.
Para não acontecer, o torcedor tem que se comportar de forma adequada. Não tem como ter mais policiamento. O número foi adequado.
Não tem como evitar que pessoas sem ingresso estejam ali - lamentou.
As brigas envolvendo organizadas serão avaliadas e punições podem ser pedidas ao Ministério Público.
A Torcida Jovem do Flamengo já está esfacelada, segundo o Major, e a Raça Rubro-Negra, que tem punição e não pode levar materiais, pode ser suspensa.
- A briga no entorno foi na General Canavarro. Escoltamos a torcida do Cruzeiro. O grupo da Jovem e da Raça nem deviam ter ingresso.
Mas não teve prisão. Hoje a Jovem praticamente não existe. Se transformou em gangue. Raça entra sem material.
Vamos tentar identifcar para avaliar o pedido de punição - disse o comandante do Gepe.
- Considerando a quantidade de pessoas sem ingresso, conseguimos ter algum sucesso.
Os problemas foram por conta das muitas ações para reprimir - finalizou.
Extra










































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