PREDIO GDKA Justiça decretou, na última quinta-feira (14), a falência da empresa baiana GDK, presidida por Cesar Roberto Santos Oliveira, indiciado em julho do ano passado pela Polícia Federal, por corrupção ativa, crime contra a ordem econômica e associação criminosa.
A decisão de decretar a falência da empreiteira foi do juiz da 2ª Vara Cível e Comercial Argemiro de Azevedo Dutra. A empresa havia entrado com um pedido de recuperação judicial em 2013 e tentava adequar os passivos e equilibrar sua situação financeira.
Na decisão, o magistrado manteve como administrador judicial a empresa Caep Consultoria e Administração Ltda, que tem como representante o advogado Carlos Alberto da Purificação.
Além disso, os sócios da empresa falida deverão apresentar, no prazo de cinco dias, a relação nominal de credores, descontando o que já foi pago ao tempo da recuperação judicial, incluindo os créditos que não estavam submetidos à recuperação.
Em fevereiro de 2017, a GDK foi considerada inidônea pela Controladoria Geral da União (CGU). Isso significa que, desde a tomada desta decisão, a empreiteira baiana ficou impedida de fechar contratos com o poder público pelos próximos dois anos.
A empresa se tornou conhecida anos atrás por suposto envolvimento no mensalão, ao presentear o ex-dirigente petista Sílvio Pereira com um jipe Land Rover. O episódio rendeu a Pereira a alcunha de “Silvinho Land Rover”.
O suposto pagamento de propina por parte da GDK é mencionado também na Lava Jato. A empresa foi apontada pelo ex-gerente de serviços da Petrobras Pedro Barusco como uma das que pagaram propina a funcionários ligados à Diretoria de Serviços da estatal. (Fonte: Informe Baiano)