Cigano é morto a tiros na frente da esposa ao cobrar dívida, na Bahia; corpo foi carbonizado.

A Polícia Civil investiga a morte do cigano Ricardo Marques Cabral, de 34 anos, vítima de uma emboscada na zona rural de Olindina, no Agreste baiano. Após ser executado a tiros, o homem teve o corpo queimado e, segundo familiares e representantes da comunidade cigana, encontrado dentro de um veículo incendiado dias após o crime. De acordo com informações da Rede Brasileira de Povos Ciganos, Ricardo estava em casa no dia 2 de junho quando recebeu uma ligação de uma mulher que supostamente possuía uma dívida com ele e teria demonstrado interesse em quitar o débito. Diante da proposta, Ricardo saiu acompanhado da esposa em um veículo Volkswagen Nivus vermelho com destino ao povoado de Colônia, onde o pagamento seria realizado. No entanto, ao chegar ao local, o casal foi surpreendido por homens armados. Segundo relatos, dois suspeitos efetuaram diversos disparos contra Ricardo. Mesmo ferido, ele ainda conseguiu conduzir o veículo por alguns metros até uma área de milharal. A esposa conseguiu fugir e não foi atingida. Quando retornou ao local após o ataque, a mulher não encontrou mais o marido nem o automóvel. Em estado de choque, ela gravou um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual afirmou ter presenciado a ação criminosa e acusou familiares da suposta devedora de participação no assassinato. “Eu vi eles atirando. Eu vi tudo. Quero justiça. Somos ciganos, somos gente. Eu vi dois homens matando”, declarou a mulher, emocionada. Após três dias de buscas, o veículo foi localizado completamente incendiado na localidade conhecida como Assentamento Passos da Esperança, na última sexta-feira (5). Dentro do carro, foi encontrado um corpo carbonizado. A Rede Brasileira de Povos Ciganos acredita que os restos mortais sejam de Ricardo Marques Cabral. A confirmação oficial da identidade, no entanto, depende dos exames periciais realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Alagoinhas. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a motivação do crime e identificar todos os envolvidos na execução. Fonte: Região em Pauta. Via Blog do Adenilton

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