Dá nóis um saquim de cimento que nóis vota
Dá nóis um saquim de
cimento que nóis vota
Raimundo Marinho
Jornalista
É triste observar como a política em Ibitiara
tornou-se rasteira, nada devendo à maioria dos municípios do Brasil
setentrional. Fala-se de forma aberta, descaradamente, que se pretende
gastar milhões para preservação do domínio administrativo do município.
Da parte da oposição, nenhuma proposta animadora
ou críticas ao descaso e à indiferença que persistem, principalmente
diante da miséria endêmica que nos martiriza, da deterioração dos
serviços públicos, do conformismo por migalhas, da degeneração de
valores.
As articulações se aprofundam, com vistas às
eleições deste ano, envolvendo, principalmente, atuais governantes e os
derrotados na eleição passada. E parece valer tudo, até a promiscuidade
entre os grupos, desde que garantam a manutenção ou a volta ao poder.
Ibitiara tem problemas gravíssimos pendentes
de solução, mas os pré-candidatos não abrem discussão a respeito. Ou por
serem os responsáveis atuais ou por serem os responsáveis do passado.
As escolas estão dissociadas dos princípios da
moderna educação e dominadas pela superficialidade, sem condições
físicas e pedagógicas adequadas, com total desprezo para com os
educadores. Os pais vivem distantes dos filhos, cuja indisciplina
aterroriza os professores.
O que dizer da insegurança pública? As melhorias
exigem projeto político comprometido com a ética e o interesse público.
Sobre isso, infelizmente, não se fala. A preocupação é para com a
sustentação do que já se convencionou ser normal, corrupção e
locupletamento.
A Câmara de Vereadores abdicou-se da sua função
de fiscal e virou motivo de chacota. O Legislativo e o povo estão de
costas um para o outro e entre os dois viceja o caos.
Assusta nossa falta de indignação diante das
mazelas que ameaçam o paraíso ambiental que é Ibitiara Não
distinguimos mais a beleza cintilante da nossa serras nem o sorriso
sedutor da nossa gente da indiferença ante a visível destruição desse
presente de Deus.
Ibitiara virou um mercado de negócios, com um
braço forte na política. Se não reagirmos, o despudor degenerativo nos
atirará no precipício. Não podemos perder a capacidade de indignação, em
nome de nossos filhos e netos. Que seja antes de ficarmos míopes para a
beleza e cegos para as mazelas que nos cercam.
A mediocridade sobrepõe-se ao mérito e a visão
de se levar vantagem em tudo, pela via da corrupção, está sufocando a
ética e a retidão. Em meio a essa cultura arraigada de desvalor ou de
valores rotos, é que está sendo discutido o processo eleitoral deste
ano.
Um pré-candidato disse: “Tenho cinco milhões para gastar nas eleições”, sem esclarecer como. O lado contrário, como na era do fetiche, responde: “Será o tostão contra o milhão”. E o eleitor bobão diz: “Cê dá nóis um saquim de cimento que nóis vota nocê”











































Arrasou amigo!!!!!!!!!!!!!!!!!!11
ResponderExcluirGente, é questão de sobrevivência do povo de Ibitiara, vamos unir forças e mudar esta situação...agora, mais do que nunca, precisamos mostrar quem somos inteligentes e unidos por um único objetivo: "MUDAR IBITIARA".
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