COM A HISTORIA DA ASSESSORIA BOAZUDA, SENADOR AJUDA A DESMORALIZAR AINDA MAIS O CONGRESSO

Com a história da assessora boazuda, senador ajuda a desmoralizar ainda mais o Congresso

Denise Leitão Rocha, ex-assessora do senador Ciro Nogueira (PP-PI): demitida, e, naturalmente, rumo a capas de revistas masculinas
Bonita de ver, não?
Este post poderia conter dez, vinte ou trinta fotos de Denise Leitão Rocha, a aspirante a capa de revista, advogada e ex-assessora do senador Ciro Nogueira (PP-PI), demitida do gabinete do ilustre parlamentar depois que um vídeo da jovem de 27 anos fazendo sexo caiu na internet.
De fato, Denise, com atributos próprios e uma mãozinha de recursos desenvolvidos pela Medicina, é uma beleza para os olhos masculinos, e já há na Web incontáveis fotos suas, mais ou menos vestida, ou quase sem roupa.
Como tantas vezes aconteceu ao longo dos anos, em tantas outras ocasiões graves vividas pelo Congresso Nacional, é mais uma garota que deu um jeito de aparecer para fotógrafos e cinegrafistas da CPI do Cachoeira, na qualidade de assessora do senador, de modo a tornar-se — isso é inevitável — “o Furacão da CPI”.
Poderia também virar “musa”, como é o triste costume de tratarmos com leviandade coisas sérias “neste país”.
O senador, naturalmente, pode contratar quem quiser para seu gabinete, dentro de determinadas normas, as que regem o recrutamento de pessoas para cargos de confiança sem concurso — às quais sempre me opus como jornalista. Mas é o que dizem as regras internas do Senado.
Denise, da mesma forma, pode tatuar seu corpo, como o fez, deixar-se foografar e levar a vida particular que quiser, direito inalienável de qualquer cidadão.
O senador Ciro Nogueira, porém, é tudo menos bobo — e está cansado de saber o que acontece quando assessoras bem-dotadas como Denise se expõem no Congresso em momentos em que as atenções do país se voltam para atividades como a da CPI do Cachoeira.
O resultado é que o episódio, seja pelo alto grau de moralismo hipócrita em que ainda vivemos, seja por exageros de veículos da própria mídia, que entronizaram a advogada como “Furacão”, não ajuda em nada a imagem do Congresso, já tão desgastada.
Ah, o senador Ciro Nogueira é aquele mesmo que, quando deputado, era amigão e discípulo de Severino Cavalcanti, o deputado de tristíssima memória que renunciou ao mandato e à presidência da Câmara para não ser cassado por corrupção.

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