Oito testemunhas depõem sobre morte de preso dentro de delegacia em Porto Seguro

Oito
testemunhas do assassinato de um preso dentro da delegacia de Porto
Seguro, no Sul da Bahia, no último sábado (14) foram ouvidas pelo
coordenador da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior
(Eunápolis), Evy Paternostro, de acordo com informações da assessoria da
Polícia Civil. Segundo nota enviada à imprensa, o Secretário da
Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, considera a prisão dos
autores do crime prioridade. Otávio Garcia Gomes, 43 anos, Joaquim Pinto
Neto, 42, e Robertson Lino Gomes da Costa, 44, além de Murilo Bouson de
Souza Costa, 22, filho de Robertson, acusados de terem espancado a
vítima até morte, são procurados por policiais da Coordenadoria de
Operações Especiais (COE) e do Departamento de Investigação Policial
(DIP), que intensificaram as buscas pelos suspeitos nesta quinta-feira
(20). O conteúdo dos depoimentos das testemunhas do crime não foi
revelado pelos investigadores. A identidade das pessoas também foi
mantida em sigilo para não atrapalhar as investigações. Também nesta
quinta, a TV Bahia divulgou imagens das câmeras de segurança da
delegacia que mostram o momento em que Ricardo Santos Dias, 21 anos, é
retirado da cela minutos antes de ser brutalmente assassinado.

Ricardo
(na primeira imagem à esquerda) é retirado da cela por dois homens. Em
um segundo momento, um homem simula como foi a agressão ao preso em
conversa com outro policial (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Ricardo era acusado de matar um comerciante durante um assalto no centro de Porto Seguro, na última quarta-feira (11).
Em outro momento mostrado no vídeo, o preso é retirado da delegacia carregado por dois policiais (Foto: Reprodução/TV Bahia)
O corregedor-geral da Secretaria da Segurança Pública, Nélson Gaspar, e a
corregedora da Polícia Civil, delegada Iracema Silva de Jesus, seguiram
para Porto Seguro para acompanhar as investigações, presididas pelo
delegado Evy Paternostro, titular da 23ª Coordenadoria Regional de
Polícia do Interior (Eunápolis). Além do processo criminal, os
investigadores responderão também a um processo administrativo
disciplinar, que poderá resultar na demissão do trio.