
Na
greve de enfermeiros em hospitais federais em julho e agosto quem pagou
o preço foram os pacientes. Levantamento feito por O DIA mostra que,
por causa da paralisação dos servidores, nesse período, deixaram de ser
realizadas mais de 33 mil consultas, exames e cirurgias. Hoje, quem
precisa de atendimento vai retornar às unidades médicas na esperança de
remarcar seus tratamentos dentro do Sistema Público de Saúde. Não haverá
mutirão para acelerar o serviço atrasado, segundo o Ministério da
Saúde.Reportagem, que ouviu funcionários, enfermeiros e médicos de cinco
hospitais, além de membros do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde,
Trabalho e Previdência Social (Sindsprev-RJ), mostra que ao menos 33.860
atendimentos foram desperdiçados.No Hospital de Ipanema, por exemplo, 2
mil consultas e 70% das cirurgias não foram feitas. “Passaram de 40
cirurgias por dia para cerca de 12”, revela uma das dirigentes do
Sindsprev, Regina Loroza.