
Quatorze quilômetros por hora é a velocidade média máxima. E se é
verdade que o soteropolitano é paciente, toda prova é tirada nos
congestionamentos, principalmente no maior deles, na Avenida Paralela,
que já começa bem antes, na altura da Ceasa do Rio Vermelho, engrossa na
região do Iguatemi e afunila ainda mais no Imbuí.Na altura do Posto 2,
na subida para Pituaçu pelo viaduto Canô Velloso, mais paciência é
solicitada para se espremer no meio de tanto carro. A partir deste
ponto, buscar o caminho contrário para chegar à Avenida Tancredo Neves,
voltando pelo outro lado da Paralela, para onde desembocam mais carros,
vindos do Saboeiro e do CAB, que saem de Narandiba é sinônimo de mais
sufoco. Para dar esta volta de 17,6 km, leva-se até 1h40.Em
engarrafamento, as práticas predominantes são a pressa e a tentativa de
malandragem. Durante cinco dias (de segunda a sexta), A TARDE fez estes
dois percursos. A jornada nos cinco dias começou às 17h30. Durante o
trajeto, a equipe de reportagem observou como se comportam os
motoristas, os pedestres, os que andam sobre duas rodas.