
Com
todas as restrições legais impostas pela lei no Brasil (sobretudo a
obrigação de que vários nanicos sejam convidados), a regra básica para
políticos em debates na TV é simples: entrar para empatar ou para não
perder. Até porque é muito difícil alguém ganhar votos nesses encontros.
A vitória fica com quem sai do mesmo jeito que entrou.O que era
esperado entre os oito candidatos à Prefeitura de São Paulo que
participaram do debate organizado pela Folha e pela RedeTV! eram ataques
generalizados aos dois políticos que mais se fortaleceram nas pesquisas
nas últimas semanas, Celso Russomanno (PRB) e Fernando Haddad (PT).Mas
eles acabaram sendo os quem mais conseguiram evitar demonstrar
irritação, esquivando-se das armadilhas feitas pelos adversários.No meio
de uma pergunta sobre o mensalão para Haddad, coube a Russomanno fazer
observações. "Não quero comentar ataques pessoais."Haddad foi
pressionado a falar sobre sua aliança com o PP, de Paulo Maluf. Não
passou recibo e disse que não faz política fulanizando. "Quem tem de
explicar o apoio é quem deu".Já outros dois candidatos de partidos com
grande tempo de TV, José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB), entraram
em um bate-boca logo no início. Um chamou o outro de mentiroso, ainda
que de forma oblíqua.