A jornada para a mulher lésbica ou bissexual para ser dona do seu próprio prazer, em alguns casos, não é tão diferente das mulheres hétero. Trajetórias de superação de tabus e julgamentos sociais são necessárias para que encontremos nossos orgasmos.
“Sou homossexual assumida desde os 14 anos. Minha questão com o sexo é muito relacionada à energia. Namorei seis vezes e, quando tenho uma intimidade maior, fico mais segura e livre. Coleciono relações sexuais incríveis em minha trajetória, mas, para mim sexo bom é quando a pessoa me deixa confortável comigo e com meu corpo. Tenho problemas de autoestima e demoro para me soltar.
“Tenho 41 anos e, aos 13, vivi um trauma sexual – fui abusada por um homem.
“Quero começar falando que, pra mim, não há vantagem em ser mulher e transar com outra mulher. Sou bissexual e descobrir o sexo lésbico me abriu várias questões sobre relacionamentos. Quando falamos de pessoas héteros, a relação é muito pautada pelo sexo. Quando estamos em um cenário LGBTQ+, acho que o sexo é só um bônus.
“Sou demissexual, o que significa que só consigo me envolver sexualmente com alguém que tenho ou quero ter um envolvimento emocional. Isso deixa as minhas experiências sexuais ainda melhores, pois crio vínculos, o que facilita a comunicação na hora da transa. Na minha melhor experiência sexual compartilhamos muito sobre os nossos desejos, dividimos o que queríamos, falamos sobre o que gostávamos.
“O que me dá mais prazer no sexo é estar apaixonada – sou brega, me julgue [risos]. Curto dar prazer para a parceira, fazer sexo oral… É muito bom vê-la se contorcendo de prazer. E para mim sexo em silêncio não tem a menor graça: gosto de fazer bastante barulho. E se formos falar em posição, curto a famosa tesoura.
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