Nesta
sexta-feira (1º) teve início na Bahia a segunda etapa da campanha de
vacinação contra a febre aftosa. Os bovinos e bubalinos com idade até 24
meses devem ser vacinados até o dia 31 de novembro, quando se encerra a
campanha. Aproximadamente, 270 mil pecuaristas serão atendidos e cerca
de 7 milhões de cabeças entre bovinos e bubalinos, com idade superior a
24 meses, ficarão isentos de serem vacinados. Essa quantidade representa
uma redução direta da ordem de R$ 13,5 milhões para os criadores nos
custos da produção da pecuária baiana. A Zona de Proteção agregou a
estes números cerca de 10 mil criadores que antes vacinavam todas as 330
mil cabeças - jovens e adultas - para manter o rebanho livre da doença.
Segundo o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, o maior
benefício de todo esse trabalho é tornar igualitário o negócio pecuário.
A Bahia é detentora do maior rebanho bovino da região Nordeste, com
11.173.003 de cabeças existentes no território baiano, e tem
apresentado, nos últimos anos, uma estabilidade sanitária. No prazo de
até 15 dias após a aplicação da vacina, os criadores devem comparecer às
unidades da Adab, munidos da nota fiscal de compra, para declarar todo o
rebanho de bovinos e bubalinos, por sexo e faixa etária. O
diretor-geral da Adab, Paulo Emílio Torres, esclarece que, além de
atualizar o número de nascimentos e de óbitos, de acordo com o cadastro,
é preciso informar todos os equinos, caprinos, ovinos, suínos,
asininos, muares, aves, abelhas e animais aquáticos existentes nas
propriedades. Os produtores que não possuem animais nesta faixa de idade
(isentos da vacinação) também estão obrigados a declarar e atualizar
seu rebanho, evitando desta maneira sanções administrativas previstas em
Lei.
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