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Vá com Deus, Zé. Fica em paz. Do outro lado é muito melhor.
ResponderExcluir1 - O homem, seja qual for a escala de sua posição social, desde selvagem tem
o sentimento inato do futuro; diz-lhe a intuição que a morte não é a última fase da
existência e que aqueles cuja perda lamentamos não estão irremissivelmente perdidos.
A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do
nada. Entretanto, a maior parte dos que nele crêem apresentam-se-nos possuídos de
grande amor às coisas terrenas e temerosos da morte! Por quê?
2. - Este temor é um efeito da sabedoria da Providência e uma consequência do
instinto de conservação comum a todos os viventes. Ele é necessário enquanto não se
está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso
à tendência que, sem esse freio, nos levaria a deixar prematuramente a vida e a
negligenciar o trabalho terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento.
Assim é que, nos povos primitivos, o futuro é uma vaga intuição, mais tarde
tornada simples esperança e, finalmente, uma certeza apenas atenuada por secreto
apego à vida corporal.