GOVERNO PROPÕE TETO PARA O GASTO PÚBLICO E LIMITE NA CONCESSÃO DE SUBSÍDIOS -PARTE II


GOVERNO PROPÕE TETO PARA O GASTO PÚBLICO.
SUBSÍDIOS E FUNDO SOBERANO
Temer anunciou que, a partir de agora, nenhum ministério poderá apresentar um programa que aumente nominalmente os subsídios pagos pelo Tesouro Nacional nos programas do governo. “Só poderá fazer se houver compensação em outra atividade”, disse ele. O impacto da medida, segundo Temer, será de R$ 2 bilhões por ano. A proposta é regulamentar essa política para definir os critérios. Ainda nas medidas para o controle da dívida pública, Temer disse que o governo estuda extinguir o Fundo Soberano do Brasil, criado como reserva do pré-sal. Ele disse que a ideia é usar os R$ 2 bilhões do patrimônio atual do fundo para reduzir o endividamento público. Meirelles assegurou que a venda de recursos depositados no Fundo Soberano será feita por meio de uma estratégia cautelosa, obedecendo a evolução de preços e demanda. Boa parte do patrimônio do fundo é formado por ações do Banco do Brasil. Segundo ele, a decisão de venda é imediata, mas o processo de venda será cuidadosamente avaliado de maneira a não criar movimentos “artificiais ou bruscos” nos preços das ações. Ele, porém, não informou como será feita a venda. “A estratégia será detalhada no devido tempo”, disse.
OUTROS PROJETOS
O presidente em exercício elencou os projetos em tramitação no Congresso que o governo considera prioritários. Entre eles, está a flexibilização da Petrobrás no pré-sal. A medida é polêmica por mudar o marco exploratório inaugurado nas gestões petistas, o regime de partilha. A proposta de José Serra (PSDB-SP) (agora ministro de Relações Exteriores) mantém o regime de partilha, mas acaba com a obrigatoriedade de a Petrobras participar de todos os leilões de exploração do pré-sal. Outro projeto que tem prioridade para o governo é o que melhora a governança dos fundos de pensão e das empresas estatais. Temer disse que a medida visa introduzir critérios rígidos para a nomeação dos dirigentes dos fundos de pensão e de estatais. “Serão pessoas tecnicamente preparadas. Estabelece um mecanismo que implicará a alocação eficiente de centenas de bilhões de reais”, afirmou. “Estamos tomando medidas iniciais. Outras medidas virão”, afirmou Temer. Ele enfatizou que o primeiro objetivo das medidas é a retomada do crescimento para permitir o aumento do emprego. E, dessa forma, alçar as pessoas que vivem na pobreza à classe média. Temer afirmou que é importante olhar para frente e não ficar criticando o passado. (Fonte: MSN)

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